sábado, 28 de setembro de 2013

"Todas as vezes que a vida lhe dizia não
Ela olhava para o horizonte e pensava...
_Não vai ser uma palavra tão pequena
que me fará recuar......
Ela que já havia recuado tantas vezes
tinha em sua boca ainda o gosto
E esse sabor ela não iria mais sentir...
Suas renúncias estavam em sua alma tatuadas
Era a lembrança que não se apagava...
Era o sinal que ela não esquecia
Olhando então o horizonte ela sabia
Que era com ela mesma que travava a batalha
Sua maior coragem ...Sua maior ousadia
Era se enfrentar todos os dias..."
(Dina Isserlin)
 
"...E ela pensava que lutava contra
tudo e contra todos...
Doce e pura ingenuidade...
... Ela lutava contra ela mesma...
Só ela não via...Só ela não sabia..."
(Dina Isserlin)
 

"...E o céu desabava
Parecia levar e lavar todas as dores
Dores de amores...
Mas não havia motivo para se amedrontar
Depois de uma tempestade
Haveria sempre um novo dia
E ele poderia vir coberto de poesia..."
(Dina Isserlin)
 
 
"Somente as delicadezas
resistem a uma tempestade..."
(Dina Isserlin)
 


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Divagando...

"Nem sempre fora fácil
Na maioria das vezes
Matara um dragão por dia
Não matava leões...
Deles vinha sua força ...sua energia
Nem sempre fora alegria
Muitas vezes em mar de agonia nadara
Mas como era senhora das águas...
Jamais afundara
Nem sempre fora sonhos...
Por vezes atravessava pesadelos
Vale das sombras...Escuridão
Mas como tinha asas...
Voava mais alto...Imensidão
Era a própria ventania nas asas de um beija-flor
Nem sempre fora poesia...
Tantas vezes fora folhas em branco
Que não davam conta de tanto pranto
Mas como era fenix em flor...
Sabia como das cinzas renascer
E sempre o fazia...Dentro de um tempo que era só seu
Voltava rosa em botão...Coração..."



quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Somente mulher...

"Impossível prever o que viria...
Era tempestade cortante
Ou garoa fina que entranha
Era luz radiante
Ou a mais tenebrosa escuridão
Tinha nela vales verdejantes
E desertos imensuráveis
Podia ser só coração
Ou uma fria razão...
Não era fácil percebe-la...
Podia ser estrela distante
Ou a lua cheia de magia
Era impossível conte-la
Como ondas de um mar
Vinha e ía sem avisar
Era muitas vezes o sonho
Noutras o pior pesadelo
Tinha uma doce delicadeza
E a coragem da tigresa
Podia ser menina...
Mas era só uma mulher
Vestida de poesia..."
(Dina Isserlin)

Devaneios...

"Que chegue o que tiver que chegar
Que venha o que tiver que vir
Sou partes de uma ida...
Sou idas de toda parte
Sou partidas repartidas
entre vindas e idas..."
Dina Isserlin
 


Olhe para mim...

"Olhe pra mim
Não desvie o olhar
Não há o que temer...
Sou a mesma que você olhou um dia
Que olhou com tanto carinho......
 Olhe pra mim
Não desvie o olhar...
Nada precisa ser dito
Nem precisa tocar
Basta só o olhar...
Espero que nesse tempo de distâncias
Você tenha aprendido a enxergar
A essência violada...A alma outrora encantada
vaga hoje pelos desencantos
De partidas inesperadas...
Olhe para mim...Caminhe com teus dedos pela geografia do meu rosto
Marcas deixadas por lágrimas teimosas que verti
a cada lembrança de um sorriso seu...De um beijo seu
Toque-me...Como só você sabe fazer
Reescreva minhas fronteiras num abraço seu
Basta um olhar e meu mundo volta a renascer em luz...Magia...Poesia."
Dina Isserlin/Rossana Monteiro
 

 

Divagando...

"Todas as vezes que a vida lhe dizia não
Ela olhava para o horizonte e pensava...
_Não vai ser uma palavra tão pequena
que me fará recuar...
Ela que já havia recuado tantas vezes
tinha em sua boca ainda o gosto
E esse sabor ela não iria mais sentir...
Suas renúncias estavam em sua alma tatuadas
Era a lembrança que não se apagava...
Era o sinal que ela não esquecia
Olhando então o horizonte ela sabia
Que era com ela mesma que travava a batalha
Sua maior coragem ...Sua maior ousadia
Era se enfrentar todos os dias..."
(Dina Isserlin)
 

Conto de fadas...

Era uma vez um conto encantado
Nele tinha um moço...
Poderia ter sido um príncipe
Chegara montado num cavalo de vento
Chegara arrebatador,sedutor
Viera cheio de fantasias
Daquelas que só existem em contos de fada
Não tinha lanças ou escudos
Chegara de peito aberto...
Coberto por magia...
Mas como era uma história
Do mesmo jeito que veio se foi
Deixando em seu lugar
um rastro de poesia..."
(Dina Isserlin)